Padroeiro(a): Nossa Senhora dos Navegantes

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Os primeiros moradores chegaram por volta de 1940, oriundos do Rio Grande do Sul, descendentes de imigrantes italianos. Eram as famílias: Escandiel, Fonini, Fávero, Rizzotto, Faé, Dalla Rosa, Zoldan, Mazzo, Tussi, Debastiani, entre outras. A seguir, muitas famílias de caboclos vieram de Chapecó para Simões Lopes, visto que a Colonizadora Bertaso disponibilizava os lotes considerados mais baratos neste local. Outro elemento que os atraía era o trabalho nas serrarias e lavouras, além da abundância de lenha para o fogão e a pesca. Origem do Nome: A comunidade recebeu o nome de Simões Lopes como uma homenagem que o colonizador Coronel Ernesto Bertaso fez ao Ministro da República, Simões Lopes. Daí também vem a razão da denominação da primeira escola: Escola Rural do Povoado Ministro Simões Lopes (segundo Vitório José Alberti, entrevistado em 1987). Capela e Escola: Em 1948, a comunidade buscou recursos (como doação de árvores) para obter a madeira para a construção. Os moradores doaram a mão de obra para a derrubada das árvores, locomoção e a preparação necessária para a construção da igreja, que serviria também de escola. Parte da madeira foi comprada por um preço razoável. Os senhores Paulinho e Aquiles Zoldan fabricaram os bancos da igreja, que mais tarde foram doados para a capela de Linha Cotovelo. As dependências da igreja foram utilizadas pela escola por oito anos. Primeira Capela e Padroeira: A capela foi uma das primeiras iniciativas da comunidade, tendo como construtor Antonio Picolotto. A padroeira é Nossa Senhora dos Navegantes, que também era protetora da balsa do Rio Chapecó (que liga os municípios de Coronel Freitas a União do Oeste, Jardinópolis...). A imagem foi doada pela família de Aristide Tussi. Foi a primeira comunidade de Coronel Freitas a ter a igreja registrada no Livro Tombo da Paróquia de Chapecó, da Diocese de Palmas (PR). Primeiras Missas e Reza do Terço: O Frei João Vianey, de Chapecó, e o Frei Bernardo, de Palmas (PR), foram os que rezaram as primeiras missas na vila. O primeiro a crismar neste local foi o Bispo D. Wilson Laus Schimit, de Chapecó. Todos os domingos era feita a reza do terço. Em 1966, a capela, que estava localizada na saída para o Cotovelo, foi transportada para o centro da comunidade. Nesse período, a capela era atendida pelos freis Emiliano Cattoni e Silvério, da Paróquia de Coronel Freitas. A Igreja e Outras Estruturas: A comunidade atual possui uma igreja de madeira, um pavilhão de festas de alvenaria, sino e churrasqueira. Esvaziamento Populacional de Simões Lopes: A rodovia Chapecó/Quilombo passava por Simões Lopes, cruzando o Rio Chapecó de balsa naquelas proximidades. Com o novo traçado da rodovia (SC-468, hoje asfaltada), Simões Lopes foi deixada de escanteio. Isso foi um golpe fatal, contribuindo para o esvaziamento progressivo daquele núcleo populacional promissor. Adolescente Assassinada: Um crime chocante e bárbaro aconteceu em 21 de agosto de 1981, com a morte de Gelci Soave, assassinada quando voltava da aula. No local do assassinato foi levantado um capitel, onde conhecidos e estranhos rezam para alcançar alguma graça.