Padroeiro(a): São Sebastião

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Quanto a estes bairros, temos um depoimento escrito do ex-prefeito Silvano Grasel, intitulado "Habitação em Coronel Freitas": Primeiro Programa Habitacional (1983 a 1988): Durante o mandato dos prefeitos Telvino Basso e Luiz Klanert, ocorreu o que podemos considerar o primeiro projeto para atender pessoas carentes com habitação própria. Na época, no terreno da CNEC (recebido por força de escritura do Hospital das Irmãs, onde hoje se localiza a Escola Básica Edving Huppes), pessoas pobres haviam se estabelecido em vários barracos de madeira e lona. Como a CNEC tinha condições de construir o prédio escolar, mobilizou a comunidade, o Lions Clube, a Igreja e a Prefeitura. Foi então iniciada a remoção dessas pessoas para o novo loteamento de Telvino Basso, que hoje é o Bairro São Sebastião. Foram construídas 10 casas de madeira: os terrenos foram doados por Telvino Basso e a madeira foi recebida do Governo do Estado (através do então Governador Amin, por intermédio de Ângela Amin, na Secretaria Social), além de recursos próprios da Prefeitura. Todas as pessoas foram assentadas e removidas do terreno da CNEC. O Sr. Luiz Gasparin tem pleno conhecimento desses fatos, pois era o Secretário da Administração na época. Segundo Programa Habitacional - COHAB (1989 a 1992): No mandato de Aldecir Nardino e Hamilton Boneto, ocorreu o segundo programa habitacional, também no Bairro São Sebastião. A Prefeitura comprou os terrenos em convênio com o Estado de Santa Catarina, durante o governo de Pedro Ivo Campos. Foram construídas casas e doadas à população de baixa renda. Origem do Bairro e Atendimento Religioso: Conforme depoimentos coletados em entrevista no dia 09/12/2006 com a Sra. Terezinha Pedrozo e o Sr. Jacinto Roque (confirmados por outras pessoas), as primeiras famílias se instalaram no então chamado "Morro da Fumaça" por volta do ano de 1979. Foram elas as famílias de: Adão Jacinto (in memoriam), Balduíno Jacinto, Pedrozo, Ávila, Strai, Baron e Miller, seguindo-se outras. A religiosidade sempre os acompanhou. Como não possuíam capela, reuniam-se debaixo de um telheiro "meia-água" para fazer suas orações. Com vistas à construção de uma igreja, as famílias se uniam promovendo festinhas e outros eventos. A Capela: Há cerca de 20 anos (em 1986), com recursos obtidos pelo apoio da Paróquia São José, do comércio local, da Prefeitura Municipal e de promoções das famílias do bairro, foi iniciada a construção da atual capela para a realização de cultos, missas, velórios, catequese e outros eventos religiosos. Padroeiro e Desafios: O padroeiro é São Sebastião, cuja imagem foi obtida graças ao empenho do Sr. Adão Jacinto Roque, que solicitou a ajuda de inúmeras pessoas. Moradores atestam que, no início, havia muito entusiasmo e seriedade em frequentar a capela e ajudar nas constantes promoções. Mais recentemente, notou-se a falta de certa união e colaboração com o conselho. Algumas causas apontadas para isso foram: a formação de novas comunidades (como Floresta II e Irmã Colonata), que acabou dispersando diversas lideranças; e a grande rotatividade de pessoas novas no bairro, trazendo outras ideologias e crenças. Contudo, um pequeno grupo continua fiel a Deus, mantendo a devoção a Nossa Senhora Aparecida, sob a proteção de São Sebastião. Fica o questionamento: como fazer voltar a antiga disposição e união entre todas as famílias católicas, juntamente com o bairro vizinho, Irmã Colonata?