Padroeiro(a): Santô Antônio

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A comunidade de Linha Saltinho teve início por volta do ano de 1953. Esta região era quase toda fechada por mata nativa. As primeiras famílias a migrarem para cá eram, na sua maioria, descendentes de italianos, todos vindos do Rio Grande do Sul. Foram elas: Luiz Pasolim, Massimo Fávero, Germano Scaratti, Luiz Collet, Augusto Martinelli, Avelino Rosina, Raul Rosina, Alberto Virginio Tassoneiro, João Perinotti, Olimpio Anssolini, entre outras. Desmatamento e Roças: Como era costume na época, os moradores começaram a derrubar as matas para construir suas casas e fazer roças a fim de sustentar a família, que na maioria das vezes era de muitos filhos, sonhando com um futuro melhor para eles. Dificuldades: Eram muitas, tais como a ausência de estradas, que aos poucos foram sendo abertas a foice, facão, machado e picareta, dando passagem a cavalos e carroças puxadas a boi. Não havia igreja, escola, nem comércio. Tinham que ir a pé ou a cavalo ao terço ou à missa em Simões Lopes, onde também faziam suas compras. Mas, para irem ao moinho trocar milho por farinha e descascar arroz, o destino era Cordilheira Alta, usando cavalo ou carroça. Só quando Coronel Freitas se emancipou e foi eleito o primeiro prefeito, Tranquilo Sachett (1963), foram abertas estradas com máquinas, podendo cruzar algum caminhão ou automóvel. Saúde e Primeiros Socorros: Quando acontecia alguma doença, médico só havia em Chapecó. De modo geral, os primeiros socorros e casos menos graves eram atendidos pelo farmacêutico Alberto Ciarini, dono de uma farmácia em Coronel Freitas. Quando pediam a ajuda do farmacêutico, quase sempre ele vinha acompanhado do Sr. Vitório J. Alberti, um dos poucos proprietários de automóvel da época. Comércio dos Primeiros Produtos: Os colonos plantavam os produtos para o seu sustento e vendiam o excedente. Para vender, procuravam pelo Sr. Tranquilo Sachett e Olide Rotava, uns dos primeiros comerciantes da região. Centro Comunitário, Capela e Igreja: Os primeiros moradores, aproximadamente 13 famílias, tiveram a iniciativa de construir um centro comunitário e uma capela para os cultos, missas e festas. Eram atendidos pelos franciscanos: Frei Hipólito Klein, Frei Silvério Foecker, Frei Valmor Emiliano Cattoni, Frei Elvico Mayer, Frei Taciano Stenzel, entre outros. O salão comunitário e a igreja foram construídos pela comunidade, e todos os sócios contribuíram com doações de produtos conforme a possibilidade de cada família. A capela tem seus próprios ministros desde o final dos anos 1970. Origem do Nome: O nome do lugar, Linha Saltinho, foi sugerido pelo primeiro padre que esteve aqui e aceito pelo povo. Padroeiro: Santo Antônio, cuja imagem foi doada pelo Sr. Luiz Pasolim. A partir daí, Saltinho foi crescendo a olhos vistos, tendo chegado mais moradores, descendentes de italianos e caboclos. Êxodo da Comunidade: Nos bons tempos, a comunidade foi beneficiada pela instalação de uma serraria que atraiu muitas famílias, além da construção de uma escola, moinho e armazém. Foi um período áureo de movimento e progresso, até que acabou a matéria-prima: a madeira nativa. Começou, então, um período de decadência. Sem serraria e sem trabalho, os empregados e suas famílias tiveram que se mudar para outros lugares. A comunidade católica, que já teve mais de 60 sócios, hoje tem apenas 17. Atualmente não tem mais o moinho, nem o armazém. A escolinha também foi fechada pelo projeto de nucleação, e os estudantes são levados para Simões Lopes (educação infantil e anos iniciais) e para Linha Roncador e sede do município. Agricultura Atual: Os poucos moradores que ainda continuam na comunidade trabalham na agricultura (plantação de milho, feijão, soja e fumo). Há algumas famílias que lidam com aviários e fazendas de gado, mas a maioria procura sobreviver com pequenas roças e mantendo algumas vacas de leite. Consequências da Enchente: Em 19 de maio de 1983, ano da grande enchente que destruiu a ponte sobre o rio Chapecó na SC-468, teve início uma pequena comunidade habitacional próxima à ponte nova do rio Chapecó, na beira do asfalto. Hoje são 13 famílias que moram lá, vivendo em barracos de lona ou em casinhas simples. Seus moradores passam por dificuldades: não possuem terras e trabalham como diaristas ou aceitam empreitadas nas vizinhanças.