Padroeiro(a): Santo Antônio de Pádua

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Primeira Igreja e Vida Religiosa: No início, mesmo sem ter uma igreja construída, a fé em Deus não foi abalada. Os moradores se reuniam em casa de família para rezar, como na residência de Antônio Alberti. Nos primeiros tempos, tinham só um aparelho de rádio para ouvir a missa em grupo, quando fosse possível sintonizá-la. Todo domingo rezava-se o terço, puxado por Ângelo Detoni. Primeiras Missas e Paróquia: A comunidade era atendida pela Paróquia de São Lourenço. A primeira missa foi rezada em 22 de abril de 1951 pelo Frei Lucas, na casa de Félix Kochionski. A partir de então, o religioso vinha atender a comunidade de duas a três vezes por ano, ocasião em que também realizava os batizados e casamentos. Em 1963, a localidade passou a pertencer à Paróquia São José, de Coronel Freitas. Primeiros Registros e Cemitério: O primeiro morador a ser batizado foi Bruno Ozelane. A primeira criança nascida no local foi Rosalino Detoni, em 04/10/1952; a mãe morreu no parto e o bebê faleceu três meses depois. Na ocasião, o local para o cemitério foi improvisado. O terreno do atual cemitério foi doado por Osmar Pavan. Construção da 1ª e 2ª Capela: A primeira capela foi construída em 1954, medindo 5x8 metros, no mesmo local da atual igreja. O terreno foi doado pela colonizadora Sul Brasil, representada na época por Vitório José Alberti. Foi construída com a ajuda de toda a comunidade e tinha cobertura de tabuinhas. O primeiro dinheiro obtido foi um conto de réis, conseguido através da venda de couro de animais silvestres mortos nas caçadas (veados, antas e porcos-do-mato). Mais de uma carroça dessas peles foi vendida para os curtumes. A Primeira Festa: Na Vila Jardim (hoje Jardinópolis), a primeira festa foi realizada em frente à igreja. Para assar o churrasco, foram usados os angicos derrubados que estavam no pátio, o que acabou contribuindo para a limpeza do local. Participaram moradores das comunidades vizinhas, que vieram a pé, mostrando que para a fé e a alegria não havia distância. A partir desse evento, sentiu-se a necessidade de construir um pavilhão. Primeira Comunhão e Crisma: A Primeira Comunhão (com 12 crianças) ocorreu em 03/12/1956. A Primeira Crisma foi realizada em 1957, pelo Bispo da Diocese de Palmas (PR), Dom Carlos Eduardo Sabóia de Mello. Segundo informações do histórico da comunidade, os crismandos tinham tanto medo do bispo que "queriam fugir a qualquer custo" da igreja, e as portas tiveram que ser trancadas! Capela Atual e História dos Construtores: Construída em 1966 e inaugurada em 06/01/1967. Com a colaboração da comunidade, foi contratada mão de obra especializada para a obra, sendo o artífice principal o Sr. Severino Vicenzi (in memoriam), que viera de Aratiba-Erechim (RS) para Nova Erechim (SC). A pedido do pároco de Chapecó, Antônio Massolini, ele construiu 18 capelas na Diocese, todas no mesmo estilo: duas torres e forro de madeira bem acabado. Com o passar do tempo, diversas dessas capelas de madeira foram desfeitas, dando lugar a igrejas de alvenaria. Convém lembrar o caso da Colônia Cella (nas proximidades do trevo de mesmo nome): seus sócios desfizeram a antiga capela cinquentenária para construir uma nova; no entanto, o forro original, de cerne de pinheiro, continua até hoje na nova estrutura, tão perfeitamente encaixado que tem aparência de PVC! Já a capela de Bacia (em Chapecó) foi elencada no Patrimônio Histórico, e seus sócios fazem questão de conservá-la. Esses depoimentos são confirmados por dona Isabel Vicenzi Carminatti, filha do construtor Severino. A bela porta frontal da capela de Jardinópolis foi feita em Barão de Cotegipe (RS), toda esculpida com símbolos religiosos. Atendimento Religioso e Padroeiro: A comunidade é atendida pelos frades de Coronel Freitas e por seus próprios ministros desde 15/11/1975. O padroeiro é Santo Antônio, celebrado no dia 13 de junho. A escolha foi incentivada pelo Frei Valério em 1953: realizou-se uma votação e a escolha recaiu em Santo Antônio, que curiosamente também é o nome do rio que atravessa a cidade.