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Adolfo Konder

Padroeiro(a): São João

Adolfo Konder

Localização

União do Oeste - SC, 89845-000

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Horários

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Nossa História

Os primeiros colonizadores foram caboclos que enfrentaram as matas com dificuldades e sacrifícios, abrindo atalhos para facilitar o acesso. Por volta de 1930, chegaram e construíram suas casas de chão batido e pau roliço, cobertas de folhas de capim, bananeira e coqueiros! As famílias se ajudavam mutuamente trabalhando em mutirão (ou "puxeirão"), tanto no roçado, plantio e colheita, como na construção das casas. Enquanto muitos trabalhavam na obra, outros se prontificavam a abater animais e preparar o almoço. Costumes e Saúde: Aos sábados à noite, quando se reuniam nas casas para os bailes, tocavam alguns instrumentos, como gaita de boca, violão, sanfona e duas colheres para compor a bateria! Dançavam do entardecer ao amanhecer, e as bebidas eram a cachaça e o vinho. Quando adoeciam, procuravam os "curandeiros", que atendiam com benzimentos e chás feitos com ervas medicinais. Na hora de dar à luz, as mulheres procuravam as parteiras, que iam a pé ou a cavalo ajudar no parto. Elas usavam medicina alternativa e não cobravam um valor fixo, aceitando o que as famílias podiam oferecer. Caso fosse necessário um hospital, iam para Coronel Freitas ou Quilombo para serem atendidos por um farmacêutico. Falta de Recursos e Novos Moradores: A maior dificuldade era se deslocar até os hospitais de Coronel Freitas ou Quilombo. O doente ia até São Luís (hoje União do Oeste) e de lá seguia num caminhão de puxar toras. Quem morasse longe e não conseguisse se deslocar, acabava se conformando em morrer em casa. Com o passar dos anos, a comunidade foi sendo colonizada também por famílias descendentes de italianos, alemães e poloneses. Na convivência, foram trocando experiências, hábitos e costumes com os caboclos, enfrentando as dificuldades com muita força de vontade. No meio de tantos sofrimentos, não faltavam alegrias: além dos bailes, aconteciam festas com churrasco, cuca, bolacha, pães e vinho. Para finalizar, não havendo espaço, dançavam no terreiro. Escola, Igreja e Primeira Missa: Após várias reuniões, uma família cedeu uma casinha que serviu de escola e igreja. O padroeiro escolhido na época foi São João Batista, cuja imagem foi comprada pelo povo caboclo, que era muito devoto do santo. A primeira missa foi rezada pelo Frei Elvico Mayer. A partir de então, o padre vinha bimestralmente de Coronel Freitas, transportado por um burro. Daí tiveram início a catequese, a realização de batizados, Primeira Eucaristia, crismas, matrimônios, etc. Com o aumento da comunidade, houve a necessidade de construir uma nova escola, que também passou a servir de igreja. Aos domingos, era costume os moradores se reunirem para rezar o terço. A Primeira Igreja e a Atual: Por volta de 1964, foi construída a primeira igreja de madeira. A comunidade contava com uma média de 90 sócios, que foram doadores do material e também construtores da obra. A maior relíquia do local é o altar, feito a partir de uma raiz de árvore de Tarumã. Os primeiros ministros receberam o mandato em 1970 e foram se alternando até os dias atuais. Em 1999, a igreja de madeira foi desmanchada e, no mesmo lugar, construiu-se a atual igreja de alvenaria, inaugurada em janeiro de 2000. Origem do Nome: O nome foi dado pela Empresa Bertaso, em homenagem ao general militar e ministro Adolfo Konder. Ordenação Presbiteral: No dia 13 de janeiro de 2007, pelas mãos do Bispo Diocesano de Chapecó, Márcio Toniazzo foi ordenado presbítero da Igreja. A ordenação aconteceu na comunidade de União do Oeste, e a primeira missa foi celebrada no dia seguinte, em Adolfo Konder.